sábado, 6 de fevereiro de 2010

Soneto a Baco



Tu, que enlouqueceste por culpa de inveja inimiga;
Tu, que foste gerado fora do ventre materno;
Tu, que de intrigas foste o alvo eterno;
Apresenta-me agora esta tua paixão tão antiga.

Ametista perfumada, delicioso líquido!
A coloração distinta cativa o olhar sedento,
Para todas as feridas, ele é o unguento
Cura a alma, emenda o coração partido.

Ó, Baco! Já é hora de ascenderes ao trono!
Seja bem vindo, Lorde Imortal!
Ergueste enfim de teu eterno sono!

Viva a beleza do grande Bacanal!
As bacantes há muito aguardam teu retorno.
Diante do vinho, o que importa a moral?


Cristiane Neves
05/04/09
12:33 - AM

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