
Hoje é dia 31/12/09. Mais um ano chega ao fim e outro se aproxima. Não apenas mais um ano, mais uma década. Em todo o mundo pessoas estão festejando à medida em que o relógio alcança a meia-noite. Neste momento o coração de milhões de homens se enche de esperança. Uma mudança de data, uma convenção social, pura ficção. Mas não é assim, inventado, tudo o que dá esperança aos homens?
Como se fosse mágica, o simples movimento do relógio, torna a noite em dia tamanha a profusão de fogos de artifício a riscar e iluminar o céu. Som, festa, alegria. As pessoas comemoram, e dançam, e beijam, e fazem votos de um ano melhor. E acreditam, verdadeiramente acreditam, que o ano será melhor.
Mas tal como a mágica do melhor ilusionista, tudo não passa de um show. Uma cortina de fumaça para esconder, camuflar a verdade. Distrai-se a atenção do respeitável público com luzes e sons, enquanto um jogo de espelhos colocado no local certo, no momento certo, cria a ilusão desejada.
Quando a noite passa e o primeiro dia do calendário tem início, resta apenas a ressaca do champagne e de todos os demais excessos cometidos no fim do ano. No dia 02 de janeiro, quando todos devem retornar ao trabalho e a suas rotinas, a lembrança daquela esperança de próspero ano começa a se desbotar.
Ao longo das semanas as resoluções e promessas feitas naquele momento de comunhão vão sendo abandonadas e esquecidas. Quando se percebe chegou dezembro novamente e o ano que se encerra em pouco se difere do anterior. Mas o coração dos homens mais uma vez se enche de esperança. A idéia de um novo começo move a humanidade, como se à meia-noite fosse possível apertar um botão “reset” de nossas vidas.
Cristiane Neves
31/12/09
12:18 PM
31/12/09
12:18 PM
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